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Asbran reforça necessidade de parcerias pela Segurança Alimentar e Nutricional
Postado em 08/11/2019 | fonte - Asbran

Asbran reforça necessidade de parcerias pela Segurança Alimentar e Nutricional

"Precisamos construir uma agenda que seja permanente e firmar parcerias sólidas para enfrentar a insegurança alimentar e nutricional e garantir o direito à alimentação adequada e saudável". A afirmação foi feita pela vice-presidente da ASBRAN, nutricionista Daniela Cierro Ros, no seminário “Micronutrientes: contribuindo para a infância no Brasil”, realizado dia 7 de novembro em Brasília.

O evento foi promovido pela a DSM e pelo Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (PMA), ligado à Organização das Nações Unidas (ONU). O objetivo foi promover o diálogo e compartilhamento de informações e potenciais benefícios do enriquecimento de alimentos, em especial num contexto de políticas públicas voltadas para a segurança alimentar e nutricional direcionadas ao público infantil. Participaram representantes do governo, acadêmicos, pesquisadores, médicos, nutricionistas, entre outros profissionais que atuam na área da alimentação e nutrição.

Daniela integrou o painel "Desafios à Segurança Alimentar e Nutricional no Brasil e na África considerando os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável". A vice-presidente da Asbran abriu sua fala detalhando o histórico da Associação e seu compromisso com a garantia da alimentação adequada e saudável para a população. Destacou projetos já realizados, como a primeira Pesquisa Nacional do Consumo Alimentar e Perfil Nutricional dos Escolares em 2007, e a atual campanha "Pela Saúde do Coração - Gordura Trans Não", desenvolvida em parceria com o Conselho Federal de Nutricionistas - CFN.

"A desnutrição, a obesidade e as deficiências nutricionais são questões que nos unem e percebemos que se torna urgente decodificarmos nosso discurso sobre elas para empoderarmos de fato a sociedade e estabelecermos políticas públicas eficazes, disse, lembrando experiências bem-sucedidas no país, como o PNAE - Programa Nacional de Alimentação Escolar, política com avanços significativos como a obrigatoriedade da utilização de parte dos recursos para a compra de gêneros alimentícios diretamente de agricultores familiares.

Para Daniela, é preciso promover a agricultura familiar e sustentável e seu fortalecimento depende de políticas públicas que a valorize na prática – incluindo a diminuição do desperdício desde a pós-colheita até o prato.

A nutricionista detalhou o trabalho da ASBRAN e do CFN na campanha pela restrição da gordura trans no Brasil, iniciado ainda no primeiro semestre deste ano e que culminou na consulta pública aberta pela Anvisa, já encerrada. Segundo Daniela, em um curto espaço de tempo, a campanha obteve excelentes resultados não só de participações, mas também de conteúdo propositivo na consulta pública, com sugestões da sociedade e especialistas, abrangendo em torno de 1.220 participantes.

Nesta segunda fase, adiantou, aguarda-se a deliberação da Anvisa e publicação da versão final do texto normativo até final de dezembro. Daniela também destacou a consulta ativa sobre a rotulagem, que foi, inclusive, prorrogada.

"Nosso objetivo é informar melhor a população para que possa fazer melhores escolhas. Com base nos resultados destes projetos e iniciativas, acreditamos que é preciso ampliar parcerias entre as entidades de Nutrição que cooperam para assegurar o direito à alimentação adequada e saudável. Há inúmeros objetivos comuns. Mas o diálogo com a sociedade precisa ser ampliado."

FUTURO OTIMISTA

Participaram do painel outros profissionais da saúde que abordaram temas ligados ao Direito Humano à Alimentação Adequada - DHAA, ferro, micronutrientes geralmente esquecidos em comunidades carentes, comida de verdade, agrocultura. Foram apresentados ainda cases do FNDE - Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação sobre projetos na Jamaica, Roraima, Belém do Pará e em tribos indígenas.

Ao final do evento, o diretor do Centro de Excelência contra a Fome, Daniel Balaban, afirmou que é possível enxergar um futuro otimista. "Acredito no cenário em que veremos a fome superada e crianças bem nutridas." Ele também falou sobre os avanços do PNAE durante sua gestão à frente do FNDE  e ressaltou o fato do programa ser protegido por lei.

O Brasil está entre os 51 países mais suscetíveis à prevalência da desnutrição com cerca de 5,2 milhões de pessoas desnutridas, segundo relatório da ONU “Estado de Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2018”. Os dados preocupantes se unem a outros bem diferentes apontados pela pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, 2018 (VIGITEL): cerca de 55,7% da população brasileira encontra-se com excesso de peso.

 

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