Aguarde, carregando...
A produção global de pesca e aquicultura alcançou um novo recorde em 2024, atingindo 235 milhões de toneladas, segundo o relatório The State of World Fisheries and Aquaculture 2026 (SOFIA 2026), divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) no último dia 16 de junho.
Desse total, 195 milhões de toneladas correspondem à produção de animais aquáticos, setor que vem registrando crescimento contínuo ao longo das últimas décadas, com taxa média anual de 3,2% desde 1950. Atualmente, cerca de 89% dessa produção é destinada ao consumo humano, garantindo uma disponibilidade média superior a 21 kg de alimentos aquáticos por pessoa ao ano.
O relatório destaca que os alimentos de origem aquática vêm assumindo papel cada vez mais relevante na promoção de dietas saudáveis. Além de fornecerem proteínas de alta qualidade, são fontes importantes de micronutrientes e ácidos graxos ômega-3. Em 2023, esses alimentos responderam por pelo menos 20% da oferta de proteína animal para mais de 40% da população mundial.
A importância é ainda maior nos países de baixa renda, onde peixes e outros alimentos aquáticos figuram entre as fontes mais acessíveis de proteína de qualidade, contribuindo para a segurança alimentar e a melhoria da qualidade da dieta.
Outro dado destacado pelo SOFIA 2026 é o impacto econômico do setor. Em 2024, os sistemas alimentares aquáticos empregaram cerca de 65 milhões de pessoas no setor primário, desempenhando papel fundamental na geração de renda em comunidades rurais e costeiras.
Apesar dos avanços, a FAO alerta para desigualdades no acesso aos benefícios proporcionados pelos alimentos aquáticos. Embora a disponibilidade global continue crescendo acima do ritmo de expansão da população mundial, algumas regiões, especialmente na África, ainda apresentam consumo muito abaixo da média global. Para a organização, são necessárias políticas específicas para garantir que o aumento da produção se traduza em melhorias efetivas na nutrição, na segurança alimentar e nos meios de subsistência das populações mais vulneráveis.
No Brasil, a expansão da aquicultura é vista como estratégica para ampliar a oferta de proteínas de alto valor nutricional e fortalecer a segurança alimentar. O país vive uma nova fase de sua política para o setor, marcada pela implementação do Programa Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura (PROAQUI) e pelo lançamento, neste mês, do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura (PNDSA).
Com metas para os próximos dez anos, o plano busca enfrentar gargalos históricos da atividade, como dificuldades de licenciamento, acesso ao crédito, assistência técnica e inovação tecnológica. A expectativa é consolidar o país como uma das principais potências mundiais na produção sustentável de pescado.
Os resultados recentes demonstram o potencial do setor. Em 2025, a piscicultura brasileira ultrapassou pela primeira vez a marca de 1 milhão de toneladas de peixes cultivados. No mesmo ano, foram firmados 218 novos contratos de cessão de uso de águas da União, com potencial para acrescentar cerca de 200 mil toneladas anuais à produção nacional e gerar mais de 13 mil empregos diretos e indiretos.
A assistência técnica também foi ampliada. Em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), mais de 2 mil unidades produtivas receberam acompanhamento especializado em mais de 280 municípios, totalizando mais de 15 mil visitas técnicas.
Consumo ainda é desafio
Apesar dos avanços na produção, o consumo de pescado no Brasil permanece abaixo da média mundial. Especialistas apontam que ampliar a oferta, melhorar a distribuição, investir em educação alimentar e nutricional e fortalecer políticas públicas de incentivo ao consumo são medidas fundamentais para aproximar o pescado da mesa dos brasileiros.
Além de contribuir para a diversificação da dieta, o aumento do consumo de peixes pode representar um importante aliado na promoção da saúde, graças à oferta de proteínas de alta qualidade, vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais, como o ômega-3.
Entenda, aprenda e denuncie | www.publicidadedealimentos.org.br
Promova e sua rede a alimentação saudável e adequada
Acesse o site do projeto www.gorduratransnao.com.br
ACESSE A REVISTA RASBRAN
ATUALIZAÇÃO CLÍNICA
ASSOCIAÇÕES FILIADAS
ACESSE OS CURSOS ONLINE
PRÊMIO NUTRICIONISTA
CLUBE DE BENEFÍCIOS