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Afinal porque tanta discussão sobre suplementos alimentares?


17/04/2014


Suplementos alimentares têm sido alvo de muita discussão e resoluções da Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Desde o início do ano, vários lotes de suplementos tiveram sua comercialização proibida e levantaram a suspeita entre o público de consumidor de que estes produtos podem se tornar vilões na batalha contra o peso. 

Os suplementos atualmente vêm sendo muito utilizados, especialmente os de nutrientes isolados, na tentativa de solucionar definitivamente problemas, sintomas ou até doenças específicas, que na maioria das vezes resutam de uma série de fatores biológicos e ambientais, que de forma associada, e por longo período de tempo, levaram a esta condição indesejada. Contudo, é importante evidenciar que a ingestão aumentada de nutrientes isolados, especialmente próximos aos valores limites de ingestão máxima (UL), pode levar à diminuição da biodisponibilidade de outros, ou mesmo um desequilíbrio no perfil/quantidade aceitável do nutriente suplementado, por exemplo.

Segundo a nutricionista Elaine Cristina Viana, presidente da Associação de Nutrição do Estado do Espírito Santo - filiada da Asbran -, é preciso entender o conceito de suplementação. O termo significa, segundo o Dicionário Michaelis, “é aquilo que serve para suprir qualquer falta, que se ajunta para completar, adição natural ou necessária, complemento”. Neste sentido, o suplemento pode ser utilizado para complementar as necessidades nutricionais diárias, como já previsto na Lei nº 8.234 que regulamenta a profissão de nutricionista, estabelecendo como atribuição do nutricionista a prescrição de suplementos nutricionais necessários à complementação da ingestão alimentar. 

Vários são os produtos comercializados como suplementos que, especialmente, tem um apelo para a melhoria do desempenho físico e padrões estéticos. Nesta perspectiva, a Anvisa publicou a RDC 18/2010, que atualiza a Portaria 222/1998, intitulada “Alimentos para praticantes de atividade física”, agora denominada de “Alimentos para Atletas”. As novas categorias de suplementos propostas são: suplementos hidroeletrolíticos para atletas (destinado a reposição de eletrólitos e água), suplementos energéticos para atletas (que deve conter no mínimo 75% do produto na forma de carboidrato), suplementos protéticos para atletas (10g de proteína na porção e 50% do valor energético total proveniente de proteína), suplemento para substituição parcial de refeições de atletas (300kcal, distribuídas entre 50-70% de carboidrato, 13 a 20% de proteína e 30% de lipídios), suplemento de creatina para atletas (pureza de 99,9% de creatina monoidratada e 1,5 a 3,0g na porção) e suplemento de cafeína para atletas (grau de pureza de 98,5% de 1,3,7 – trimetilxantina e 210 a 420mg por porção). 

O público alvo deste tipo de produto, o atleta, é caracterizado pela Resolução como o praticante de exercício físico com especialização e desempenhos máximos com o objetivo de participação em esportes com esforço muscular intenso, o que restringe o uso deste tipo de produto entre os praticantes de exercícios físicos diversos. A própria Diretriz da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (2009), já evidenciou que, para praticantes de exercícios físicos sem preocupações com desempenho, uma dieta balanceada, que atenda as necessidades dadas à população em geral, é suficiente para a manutenção da saúde e possibilitar um bom desempenho físico.

Elaine lembra que desde o início de 2014 várias reportagens sobre suplementos têm sido veiculadas na mídia e em janeiro a PROTESTE (Associação de Consumidores (http://www.proteste.org.br)) divulgou o teste com 20 suplementos proteicos para atletas do tipo Whey Protei, constatando que apenas seis produtos traziam os valores corretos de proteína e carboidrato em seus rótulos.
Dos suplementos avaliados 25% (n=5) tinham menos proteínas, 65% (n=13) mais carboidrato e 5% (n=1) menos carboidrato do que os indicados nas embalagens. Considerando a proteína o nutriente, de maneira geral, mais caro, estes suplementos estavam sendo vendidos por um preço acima do real valor de mercado do produto, além da propaganda enganosa.

O teste ainda identificou que as maiores variações foram encontradas no Four Whey Protein (Suplemente - Alimentação Avançada), que continha 844% a mais de carboidrato e 34% a menos de proteína, no Triple Matrix Whey NO (Body Action) tem 320% a mais de carboidrato e 43% a menos de proteína e no Extreme Whey Protein (Solaris Sports Nutrition) tem 288% a mais de carboidrato e 30% a menos de proteína. A divulgação ainda destacou que embora a legislação permita uma variação de 20% para mais ou para menos nas quantidades dos nutrientes declarados no rótulo, 14 produtos reprovados estavam fora dos parâmetros legais. O suplemento 100% Whey Gold Standard (Optimun Nutrition) não apresentou a composição alterada em relação ao informado no rótulo, mas não trouxe rótulo a frase: “Este produto não substitui uma alimentação equilibrada e seu consumo deve ser orientado por nutricionista ou médico”, o que contrataria a determinação da Anvisa. A ausência da frase também foi encontrada nas embalagens das marcas Elite/Whey Protein Isolate (Dymatize Nutrition), Four Whey Protein (Suplemente - Alimentação Avançada), Isofort/Whey Protein Isolate (Vitafor) e 100% Whey Xtreme (X-Pharma). 

As cinco marcas bem avaliadas em todos os itens foram: Top Whey 3W (Max Titanium), 100% Pure Whey (Probiótica), Isofusion (Gaspari Nutrition), Whey Protein Isolate (Now Sports) e 100% Whey Fuel (Twinlab).

Embora esta constatação não traga riscos à saúde, as alterações na composição nutricional podem fazer com que o atleta não alcance o resultado esperado, principalmente se sua ingestão alimentar for calculada em função dos valores nutricionais fornecidos no rótulo. Em 17 de Fevereiro a Anvisa proibiu quatro Alimentos comercializados para Atletas que continham fórmulas não autorizadas no país, conforme define a resolução RDC 18/2010. Os produtos são: Isofast- MHP, Alert 8-hour-MHP, Carnivor e Probolic –SR-MHP. O Carnivor, fabricado pela empresa MuscleMeds, apresentou teores de Vitamina B12 e B6, acima da ingestão diária recomendada, o que só é aceito para medicamentos. Desde 1998 a portaria de numero 32 determinou que somente podem ser considerados suplementos de vitaminas e/ou minerais (combinados ou isolados) produtos que não ultrapassem 100% da ingestão diária recomendada. Acima destas dosagens são considerados medicamentos. 

Além disso, foram encontradas substâncias que não tem comprovação de segurança para o uso em alimentos: a Glutamina (alfa-cetoglutarato) e a Ornitina (alfa-cetoglutarato e alfa-cetoisocaproato). Já o Probolic –SR-MHP, fabricado pela Maximum Human Performance Inc., foi suspenso por possuir ácido linoleico conjugado, substancia não considerada segura para uso em alimento. O ácido linoleico conjugado (CLA) foi proibido pela própria Anvisa e os esclarecimentos publicados em seu Informe Técnico nº 23 de 2007, por existir evidências científicas obtidas em animais e humanos demonstrando que a suplementação de CLA pode levar a efeitos adversos como: aumento do fígado, esteatose hepática, hiperinsulinemia, resistência à insulina, aumento glicemia jejum, aumento do estresse oxidativo, aumento de marcadores da inflamação e redução de reduz HDL e leptina.

Assim, segundo este informe com o intuito de proteger e promover a saúde da população, o ácido linoléico conjugado isolado ou como ingrediente alimentar para ser adicionado em vários alimentos não devem ser comercializados no Brasil como alimento até que os requisitos legais que exigem a comprovação de sua segurança de uso, mecanismos de ação e eficácia sejam atendidos.
Além disso, a rotulagem original do Probolic –SR-MHP também indica que o produto possui aminoácidos de cadeia ramificada, que não devem ser indicados para atletas. No caso do Isofast- MHP e Alert 8-hour-MHP, também fabricados pela Maximum, os problemas foram a presença de BCAA (aminoácidos de cadeia ramificada) e Taurina.

A Anvisa retirou a categoria de aminoácidos ramificados com a divulgação da resolução de alimentos para atletas (RDC 18/2010) por ausência de evidências científicas satisfatórias para aumentar o desempenho e justificar a sua indicação, contudo, não é um suplemento proibido devido suas indicações para situações clínicas específicas.

No dia 14 de Abril a Anvisa proibiu ainda a venda de lote do suplemento Whey Protein Optimazer – Cyberform (Resolução RE Nº 1.367/2014, publicada no Diário Oficial da União (DOU)). A proibição foi anunciada por causa de um aumento de 20% da quantidade de carboidrato comparada à declarada no rótulo e da presença de fécula de Manihout utilissima (mandioca) na composição do produto, sendo que o componente não é declarado na lista de ingredientes, segundo o Instituto Adolfo Lutz que detectou a irregularidade. Sendo assim, a Anvisa proibiu a distribuição e a comercialização, em todo território nacional, do lote L29 do produto Suplemento Proteico para Atletas sabor Morango e Banana, marca Whey Protein Optimazer -Cyberform, fabricado pela empresa JSE Alimentos LTDA, em São Paulo. 

Desta forma, fica evidenciado, dois grandes problemas a serem enfrentados pelos órgãos que legislam a respeito do tema, que fiscalizam a comercialização de suplementos, bem como pelos profissionais de saúde, especialmente o prescritor nutricionista: a contradição entre a informação do rótulo e composição nutricional real do produto comercializado como suplemento e a adição de altas doses de nutrientes ou de substâncias não recomendadas com segurança para alimentos. É preciso ter critérios rigorosos para a escolha de um suplemento.

Confira a relação dos suplementos testados pelo PROTESTE

3W/Triple Matrix Whey NO, da Body Action Elite,Whey Protein Isolate, da Dymatize Nutrition Top Whey 3W, da Max TitaniumMaximum Whey, da MHP - Maximum Human Performance100% Whey Protein, da Neonutri Suplemento Alimentar100% Whey Gold Standard, da Optimum NutritionBio Whey Protein, Performance Science NutritionExtreme Whey Protein, da Solaris Sports Nutrition Ultra Whey Pro, da Universal NutritionFour Whey Protein, da Suplemente - Alimentação Avançada100% Pure Whey, da ProbióticaIsofort/Whey Protein Isolate, da VitaforIso Whey V3 Age, da NutrilatinaIsofusion/Premiun Whey Isolate, da Gaspari NutritionWhey Protein Isolate, da Now SportsDesigner/Whey Protein, da DNA - Design Nutrição Avançada100% Whey Fuel, da Twinlab100% Whey Xtreme, da X-PharmaIso Tech/ Whey Protein, da AtlheticaIsofast/ Ultra-Fast Whey Protein Isolate, da MHP - Maximum Human Performance


 

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