Estudo avalia corte do consumo de calorias de ultraprocessados

Postado em 16/07/2019 |

Estudo publicado na revista científica The Lancet mostra que até quem está em forma pode se beneficiar da redução do consumo de calorias. Segundo a equipe de especialistas que conduziu a investigação, a mudança de hábito ajuda no combate a doenças cardíacas e a diabetes.
 
A pesquisa foi feita com 218 voluntários de idades entre 21 e 50 anos, que foram incentivados a cortar 300 calorias de suas dietas — apoximadamente 25% do consumo diário. Os participantes foram monitorados por dois anos, nos quais sua capacidade de manter a redução variou (a diminuição média acabou sendo de 12%). 
 
Ainda assim, todos perderam, em média, 10% do peso inicial – sendo que a maior parte era gordura. Também foram observadas melhorias em marcadores que medem o risco de doenças metabólicas e inflamações crônicas, associadas a doenças cardíacas, câncer e declínio cognitivo.
 
"Há algo sobre restrição calórica, algum mecanismo que ainda não entendemos, que resulta nesses benefícios", disse o principal autor do estudo, William E. Kraus, em nota. "Coletamos sangue, músculos e outras amostras desses participantes e continuaremos a explorar o que esse sinal metabólico ou molécula mágica pode ser."
 
O especialista ressalta, contudo, que diminuir o consumo energético é benéfico quando essas 300 calorias são provenientes de alimentos não muito saudáveis, como ultraprocessados, alimentos ricos em gorduras e açúcares: "As pessoas podem fazer isso com bastante facilidade, simplesmente observando suas pequenas indiscrições aqui e ali, ou talvez reduzindo a quantidade delas, como não lanchar depois do jantar", aponta. 
 
Trezentas calorias podem parecer muito, mas cortar seis bolachas recheadas ou duas latinhas de refrigerante da alimentação diária já bastaria. "Isso mostra que mesmo uma modificação que não é tão severa quanto a que usamos neste estudo poderia reduzir a carga de diabetes e doenças cardiovasculares", alegou Kraus.
 
Contudo, vale lembrar que mesmo mudanças simples como a do estudo citado devem ser acompanhadas por profissionais da saúde, como médicos e nutricionistas. Além disso, a análise foi conduzida em pessoas saudáveis e com acompanhamento desses profissionais.

fonte: Revista Galileu

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